terça-feira, 13 de novembro de 2012

Letra por letra



Posso dizer que deitei para dormir a meia noite e trinta minutos da madrugada, fiquei entorno de mais uns vinte e cinco minutos, lhe fazendo carinhos para você conseguir dormir em um dia de dores e tristezas para muitas pessoas. Sim para muitas pessoas, o mundo não é apenas nosso ou seu, existe mais de sete bilhões de pessoas por esse planeta. Lembrando, eram carinhos para você, mas para mim um ato de companheirismo muito além de uma irmandade e amizade mais pura como você mesma diz, é algo maior que tudo isso.
Estou deitado ao seu lado com sono e não cansado de lhe ver dormir. Durmo, acordo quase uma hora depois, lhe vejo do mesmo jeito, dormindo tranquilamente, às vezes sonhando, sussurrando algo que queria poder ouvir e entender o que passa em sua mente, mas você é discreta até em seus sonhos. Viro para o lado durmo novamente, mais alguns vários minutos, acordo e olho para você para ter certeza que realmente esta tudo bem. Isso se repete varias vezes por varias noites e claro você nunca saberá que isso acontece, pois nem eu percebo muitas vezes que faço o mesmo.
Gostaria de poder ter aproveitado cada segundo, melhor do que já aproveitei em outros dias, outras semanas em outros meses. Mas ao abrir os meus olhos junto aos seus, vejo algo, um simples, singelo e contagiante sorriso matinal.
Mesmo que nada mais funcione daqui pra frente, que tudo vire uma tragédia espero que lembre que sempre estive aqui o tempo todo e quem sabe você ainda não viu. Não é uma carta de drama, não é um poema romântico, nem frases a serem declamadas e muito menos um texto para ser lido em voz alta. Apenas, letra por letra que se juntam e se transforma em sílabas e logo após isso, dão vida a palavras de alguém, onde esse alguém escreve ou fala para si mesmo, toda vez que senta solitário ao chão de qualquer rua, de qualquer espaço físico, se tornando mais um alguém a conversar sozinho com seu próprio coração em meio a esses sete bilhões de seres humanos.